O Espírito Santo está diante de um novo desafio no combate à dengue: após uma década, o estado volta a registrar a circulação do sorotipo 3 do vírus.
Embora os sintomas permaneçam os mesmos, a ausência de imunidade da população a esse tipo específico pode resultar em um aumento expressivo no número de casos. O alerta foi dado pelo secretário de Saúde do estado, Tyago Hoffmann, reforçando a necessidade de intensificar o monitoramento e as ações preventivas.
Até agora, os números são animadores. O estado apresentou uma queda de 68,7% nos casos prováveis em comparação ao ano passado, o que representa 10 mil diagnósticos a menos.
No cenário nacional, a situação varia. Enquanto 17 estados conseguiram reduzir a incidência da dengue, outros 10 registraram aumento nas primeiras seis semanas epidemiológicas do ano. Segundo dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses, mais de 75% dos casos do país estão concentrados na região Sudeste. O Espírito Santo está entre os estados com maior risco de avanço da doença, ao lado de São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Paraná, conforme apontado pelo InfoDengue.
No Espírito Santo, a meta é imunizar 90% das crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos.

Comentários: